Nessa película, temos uma Anne Hathaway muito diferente da bonequinha de luxo de O Diário da Princesa e O Diabo Veste Prada. Perturbada, sua personagem Kim vive em colisões: de carro, com a mãe, a irmã, com seus próprios sentimentos. A história correlaciona a luta de Kim para se entender e se reintegrar à família e o matrimônio que dá nome ao filme, caracterizado por ritmos e cores multiculturais.

A disputa de Rachel e Kim pelas atenções da família extrapola a tela e confunde o espectador, que indaga: quem é a protagonista? Fica difícil concluir algo, uma vez que a eclosão das discussões das irmãs se confunde com os “solos” de Kim e a miscelânea reinante na festa de casamento. Afinal, Rachel se casa com Sidney, um músico negro rodeado por amigos de etnias e costumes distintos entre si. Hip hop, influências indianas, soul, jazz e até samba e mulatas requebrando compõem esse caldeirão.
A obra reúne explosões de emoções no cerne desse clã que ambiciona cicatrizar as feridas e seguir em frente, além de coroar o trabalho de Hathaway, indicada ao Oscar de Melhor Atriz neste ano por sua atuação.

Nenhum comentário:
Postar um comentário