O segundo encontro teve início com a apresentação da escola russa, que se posiciona contra o classicismo e busca formas novas de manipulação das histórias, por meio da montagem das películas. O principal representante dessa quebra da lógica criada no cinema norte-americano foi Sergei Eisenstein, idealizador do " O Encouraçado Potemkin" (1925), que discorre sobre uma rebelião de marinheiros durante a Revolução Russa. Eisenstein, com formação em engenharia e arquitetura, racionalizava os fotogramas, salpicando em cada um deles elementos simbólicos para se referir à transferência do poder da elite para a classes oprimidas.

O destaque do filme é uma sequencia ambientada na escadaria da cidade de Odessa. As cenas iniciais, banhadas em luz, são substituídas pelas imagens chocantes de repressão violenta exercida pela guarda do czar. A própria escada já representa a diferença entre as classes. A passagem da mãe assassinada, cujo carrinho de bebê desce degraus abaixo, é sempre citada como uma das mais famosas da história do cinema (fonte: Wikipedia).
Nessa época (década de 20), também surgem as primeiras teorias sobre o cinema. Os pensadores discutiam principalmente se a mídia deveria ser utilizada a serviço da população, reproduzindo com a maior fidedignidade possível histórias verídicas; a manipulação dos fatos de forma a recriar significados (estilo personificado por Eisenstein); e o cinema reflexivo, ou seja, ser fiel aos acontecimentos mas com uma visão analítica.

Nenhum comentário:
Postar um comentário